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domingo, 19 de janeiro de 2014

Man, Man, Man, Man, Manly Man...

Hola, vadias. Venho por meio deste trazer o quarto capítulo de nossa
história. Esse é bem curto e bem rápido, embora tenha demorado bastante, como vocês bem sabem, não se apressa a arte. Alguns eventos me atrasaram também e... bem, vocês não precisam saber. O fato é que o Cap. 4 está aqui abaixo, e é isso que importa. Nesse capítulo continuamos exatamente de onde paramos no Cap.3, até porque, é uma história sequencial. E veremos o que acontece depois que nosso amigo Denis Slayer vê sua querida Teeeeh. Baseado em fatos reais, segue agora o dilema sentimental de Denis e Stephany. Stay tuned for scenes of our next episode ^^
( LINKS OUR HISTORY 1 - 2 - 3 )



Overraction

Minha espinha parecia congelar enquanto meu corpo suava muito quente. Eu estava suando e sentindo frio, mas com a sensação de calor alucinante de um dia de verão. Minhas mãos pareciam que não segurariam um copo se fosse preciso, de tão escorregadias. Minha respiração estava ofegante mesmo estando andando mais devagar que um senhor de 80 anos com osteoporose.
Era exatamente assim que eu, o grande Denis Slayer, estava me sentindo diante da imagem perfeita da garota dos meus sonhos virtuais. Ela passava na minha frente, como se estivesse em câmera lenta, como nos efeitos especiais de filme, no qual o cabelo da protagonista balança com o vento e tudo mais. E eu, como pode ter notado com a descrição acima, estava deveras paralizado. Era minha hora, a chance de ir até lá, falar com ela e botar meu time em campo pra valer. Dizem que a primeira impressão sempre fica, e eu tinha que causar uma boa, afinal, tinha apenas uma chance pra isso.
Eu comecei a descer a rua um pouco mais acelerado, ela passava na transversal pouco a minha frente e eu simplesmente tinha que ir falar com ela. Devo admitir que não foi nem um pouco fácil, a cada passo 737 pensamentos diferentes passavam pela minha cabeça sobre o que eu iria falar, como eu iria falar, e se ela não me reconhecesse, e se ela não gostasse de mim, e se eu tropessasse e empurrasse ela, ela caísse de cabeça no meio fio e morresse... Era simplesmente imprevisível.
As pessoas indo e vindo na rua eram como obstáculos me impedindo de chegar até ela, e eu ia driblando-as, avançando entre elas rumo ao meu objetivo. Cheguei bem perto, e ela andava ao lado de um homem, pouco maior que ela, bem menor que eu. Ele usava um boné ou algo assim, e empurrava uma bicicleta ao seu lado Seu jeitão me lembrava o Maguila em seus dias de glória, apenas mais baixo e sem músculos. Foi olhando pra ele que eu pensei "deve ser o pai dela".
Vou lhe ser sincero que não pensei muito mais que isso, era uma desculpa perfeita para não fazer algo que eu estava aterrorizado em fazer. Muitas vezes você é louco de vontade por fazer algo, como saltar de para-quedas ou entrar em uma briga por um amigo, mas simplesmente ama quando aparece algo para atrasar isso de acontecer. Você nunca está pronto para fazer certas coisas na vida, ainda que acredite que está pronto, ainda que se sinta pronto, você nunca está pronto, e se sente aliviado quando pode adiar isso. Porém a realidade, no final das contas, é que ainda que não seja hoje, semana que vem ou mês que vem, cedo ou tarde a gente tem que estar pronto na hora que tivermos que fazer.
Foi assim que eu parei, observei ela ir andando ao lado do Mr. Maguila, e foi indo e indo, até que eu dei de costas, suspirei e decidi caminhar pra casa. Caminhar me dizendo que não foi minha culpa, me dizendo que eu teria falado com ela se o papai não estivesse com ela, e me dizendo principalmente que não havia motivo para ela saber que eu quase fiquei grávido apenas por vê-la passando na rua. 
E ela seguiu andando, e andando, e andando, e andou. Andou pra longe de mim, que fiquei parado no meio da rua lotada, olhando pro lugar onde ela estivera, pro lugar onde eu poderia ter começado a conquistar meus sonhos.
Fui pra casa, ainda pensando, e chegando lá a primeira coisa que fiz foi me deitar, olhando pro teto. Sabe, a nossa cama parece ter propriedades especiais que nos fazem pensar que ela é o melhor lugar pra se estar depois de um evento como esse. Olhando pro teto, pensando no "se" e no "talvez"...
Cheguei no facebook e fiz aquela linda postagem ridícula, que todo mundo vê, uns curtem e ninguém entende. Sequer abri o msn e fui dormir, as 22 horas, como uma criança. Pra te ser sincero, fui deitar, porque dormir mesmo...
Depois de uma conturbada noite de sono, onde acordei ainda ouvindo "A whole new world", comigo e com ela correndo pelas ruas de nossa pacata cidade, era hora de encarar a realidade. Stephany estava lá, online, com seu subnick "All the small things... <3 font="" nbsp="">e eu cheguei. Cheguei e fiquei online, parado, sem nem mandar um oi, eu estava traumatizado demais pra falar com ela, e embora tenha aberto sua janela umas 5497 vezes, nenhuma delas foi enviado um "oi" ou equivalente. Eu estava perdido, olhando para o seu retrato online e sem saber o que fazer...