Yoo mina-san, estamos aqui agora com o seguimento do nosso terceiro capítulo de Harry Potter e...(nome a ser confirmado). Após nossos primeiros capítulos, uma cena estranha se formou, onde monitores estavam sem saber o q acontecia, professores surgiram, e uma estranha missão será dada a um grupo nada comum. A partir de agora, um objetivo se forma no horizonte, e a série, que continuará a ter bastante ação, chega a outro patamar, onde não apenas ação, mas emoções e personalidades passarão a entrar em conflito, vejamos como, em nosso terceiro capítulo.
Caso não tenham lido o capítulo anterior, cliquem
"AQUI".
HP6 FANFIC
CAPÍTULO
3
UMA
ESTRANHA POSSESSÃO
A
clima era de total tensão, Draco Malfoy estava com a varinha apontada para o
peito de Harry, com uma expressão cansada de quem não dormia há dias, seu rosto
fino se misturava a penumbra de onde vinha. Rony estava com a varinha apontada
para Malfoy enquanto Hermione fora recuperar a varinha de Harry.
O
corredor estava agora com destroços entre os bruxos e o corpo desacordado de
Snape. A água que vinha do andar de cima inundava-o, e o corredor agora parecia
uma gigante poça, como quando o basilisco molhara um corredor no sétimo andar,
no segundo ano de Harry em Hogwarts.
Harry
estava afundado em seus pensamentos, assustado com a situação, surpreso pela
presença de Malfoy, com medo das conseqüências e de tudo que poderia acontecer,
mas fora interrompido pela voz fria de Malfoy, com o mesmo ar de superioridade
de sempre.
-Amaldiçoando
professores Potter, acho que...
-Seu
pai vai saber disso? Ops, não é possível, pois ele está em Azkaban. – interpôs
Rony decidido, que ainda segurava a varinha e olhava para Malfoy como se
pudesse matá-lo com o olhar.
O
riso de Draco foi se desfazendo, enquanto ele adquiria um ar de seriedade e
ferocidade, facilmente notado em seu rosto pálido. Pansy Parkinson se
enfileirou ao lado dele, apontando sua varinha para Hermione, a essa altura,
Rony e Hermione estavam com as varinhas apontadas para os dois monitores da
Sonserina, enquanto Snape ainda estava desacordado entre eles. Harry, com sua
varinha abaixada, parecia estar em outro mundo, talvez pelo uso da maldição,
talvez por qualquer outra coisa, ele simplesmente parecia não se importar que
um duelo duplo entre os monitores de Grifinória e Sonserina pudesse estar para
começar.
-Harry,
Harry... - Hermione tentava chamá-lo, mas para ele nada fazia sentido, ele
estava totalmente em choque.
Subitamente,
Ana Abbot e Ernesto Mcmillan chegam ao local, ambos com a varinha na mão.
-O
que diabos está acontecendo aqui? – Ernesto falara com seu tom pomposo de
sempre, visivelmente alterado diante da tensão da situação.
Antes
que pudesse responder, Padma Patil juntava-se a eles com Antônio Goldstein em
seus calcanhares. Com o barulho, aparentemente os monitores das quatro casas
haviam vindo checar o que acontecera.
Sem
pensar duas vezes, todos os monitores apontaram suas varinhas para Draco e
Pansy. Hermione notara que todos os monitores, exceto os da Sonserina, eram
membros da AD, de modo que antes de sequer se inteirar da situação, já estavam
prontos a lutar, apontando diretamente para Draco e Pansy.
-O
que aconteceu aqui?- Perguntou novamente Mcmillan, que apontou também a varinha
para Draco e Pansy após os outros o fazerem.
-Não
interessa o que aconteceu, temos que ajudar o professor Snape. – disse Hermione
que já estava se adaptando àquela situação delicada – Ernesto, Antonio,
levem-no à madame Pomfrey.
-Você
acha mesmo que eles iriam te obedecer, sangue-ruim? – ia desdenhando Malfoy,
antes de perceber que ambos os monitores estavam indo ajudar o professor.
Aparentemente, como membros da AD eles desenvolveram um grande respeito por
Hermione.
O
que foi que vocês fizeram? – perguntou Padma, apontando ainda para Malfoy e
Pansy. Harry estava do mesmo jeito ainda, parado, sem nada fazer, apenas
olhando enquanto Anthony se esforçava para conjurar uma maca para levar o
professor à ala hospitalar. – Respondam logo, e na próxima vez que ouvir você
chamando alguém de sangue-ruim, me certificarei que ficará sem falar por muito
tempo.
A
expressão de Padma era totalmente diferente do que sua personalidade sugeria,
ela que sempre parecera calma, estava agora pronta a lançar um feitiço naquele
que cruzasse seu caminho.
-Mas,
nós... Nós acabamos de chegar. Eles que fizeram isso. – Indicou Pansy, olhando
para Harry, Rony e Hermione.
Não
mintam, – vociferou a garota, que decididamente demonstrava por que havia sido
nomeada monitora. – o que foi que...
-Padma,
gente... Me desculpem, eu causei isso, e vou assumir a responsabilidade dos
meus atos. – Harry falava pela primeira vez, sua voz estava calma, como se
houvesse refletido sobre o que está acontecendo por horas. Havia acabado de
sentir o líquido quente e vermelho que escorria pelo lado direito do seu rosto,
e parecera voltar a realidade. A dor estava percorrendo todo seu corpo, Harry
estava acabado, porém, estava consciente e disposto a fazer o que é certo.
Harry... – Padma parecia não acreditar no que ouviu- não precisa se preocupar,
eu dou um jeito neles...
-Vamos
ver de quem você da conta – Pansy Parkinson parecia decidida, sua cara de
buldogue assumiu um ar como o de canino, apontando rapidamente para Padma ela
enunciou “Furnunculus”. Sem motivo aparente, Rony fizera um movimento em forma
de ‘U’, e sem uma explicação, Furúnculos surgiram na face canina de Pansy.
-O
que foi isso?- perguntou Hermione.
-Er...
Fred e Jorge me ensinaram isso, eu nunca tinha usado antes. Se a força da magia
for fraca, - disse Rony tentando parecer menos orgulhoso de si mesmo do que
realmente estava, coisa que foi percebida por todos os presentes. - você pode
devolvê-la ao bruxo que a lançou. Eles falaram que usavam direto contra alunos
do primeiro ano... Quando se irritavam e tentavam azará-los após experimentarem
seus produtos.
Pansy
viu seu reflexo no chão molhado das águas que caíam da sala onde Snape e Harry
tinham duelado, e atordoada correu na direção oposta deixando Draco sozinho
contra todos os monitores. Sem processar muito ainda o que estava acontecendo,
Padma apontou sua varinha para o chão. “Glacius”, a água do chão fora
congelando, formando uma camada fina de gelo, que fez com que Pansy
escorregasse e deslizasse. Ela deslizou, até bater em uma parede mais ao fundo,
vendo a figura imponente de Minerva McGonagall. A professora vinha acompanhada
de Flitwick e Sprout, diretores da Corvinal e da Lufa-Lufa. A professora nem
perdera seu tempo se demorando com Pansy, que estava ridiculamente caída contra
a parede com a cara cheia de furúnculos, causados pela sua própria azaração.
A
cena não era das melhores, dois dos monitores estavam levando Snape
desacordado, saindo pelo lado oposto de onde vinham os professores, Draco
estava com a varinha abaixada, e 4 membros da AD apontavam a varinha para ele.
Harry estava relativamente normal, exceto pelo profundo corte no rosto, sua
expressão era como se fosse apenas um dia fatídico de aula em Hogwarts, como
muitos que tivera.
-Baixem
suas varinhas, -ordenou McGonagall com tamanha autoridade que todos obedeceram
instintivamente.- Quero saber o que aconteceu aqui, vociferou ela, Potter, você
está todo machucado, o que aconteceu?
-Nã-não
sabemos professora. Quando chegamos aqui Malfoy estava com a varinha apontada
para Harry, e como ele estava machucado, nó-nós nos prontificamos a defendê-lo.
– as palavras mal saiam da boca de Ana, a garota parecia mais assustada com a
presença dos professores do que com o que estava realmente acontecendo.
-Esse
verme atacou o professor Snape, acabaram de levá-lo à ala hospitalar. – disse
Draco em tom de superioridade, como se soubesse que seria prontamente mandado a
dormir e os outros teriam de sofrer pelos seus pecados.
-Respeite
seus colegas Malfoy. – vociferou uma minerva, sua expressão se assemelhava
muito a de uma leoa, pronta a defender seus filhotes de um ataque iminente.
–Quero saber exatamente o que aconteceu aqui, Potter, Malfoy, vocês parecem ter
sido os primeiros a chegar aqui, vamos a minha sala. Professor Flitwick, peço
por favor que conduza os alunos restantes a um lugar a parte, onde possamos
falar com eles depois. Pomona, faça-me um favor e leve essa garota –indicou
Pansy aterrorizada no chão – à ala hospitalar. Ao se informar do que aconteceu
com Snape, venha a minha sala também.
“Como
Dumbledore não está no colégio, tenho que assumir a responsabilidade por coisas
assim. Vamos resolver logo esse problema.
A
expressão de Minerva era de quem sabia exatamente o que estava fazendo,
Flitwick e Sprout seguiram suas ordens prontamente, e pouco mais de 15 minutos
depois, estavam na sala de McGonagall Draco e Harry, sentados diante da mesa
atrás de uma McGonagall imponente. A professora Sprout acabara de adentrar a
sala, sua expressão cansada de alguém que visivelmente estava dormindo antes
daquele estardalhaço não deixava duvida que estava louca de vontade de se
retirar.
-O
professor Snape passa bem, sofreu alguns ferimentos, mas nenhum dano mágico
significativo. Ele esta acordado,. – informou ela diligentemente.
-Obrigado
Pomona, peça ao professor Flitwick para mandar Ronald Weasley e Hermione
Granger à ala hospitalar, estamos descendo para lá. Os outros podem ir para
seus respectivos salões comunais.
Após
dito isso, McGonagall foi com os garotos até a ala hospitalar. Chegando lá, ela
ordenou a Antonio e Ernesto que voltassem para seus respectivos salões
comunais. E juntou os quatros garotos em um local reservado, antes de irem
conversar com Snape.
-Novamente,
vocês estão envolvido em algum acontecimento desagradável dentro de Hogwarts. –
disse ela olhando para Harry, Ron e Hermione. Harry notou que seu olhar severo
se demorara um pouco mais nele. O sangue já parara de escorrer de seu rosto,
que estava todo manchado, assim como suas vestes com o liquido vermelho que
escorrera. –Mas essas coisas acontecem, algum de vocês pode me dizer exatamente
o que aconteceu? – continuou McGonagall, olhando com firmeza para os quatro.
-Ele
usou uma maldição, no professor. – Draco disse isso com tamanha velocidade, que
mesmo todos tendo entendido e olhado para ele com estranha surpresa, McGonagall
teve de perguntar novamente. – Como é Sr. Malfoy? Essa é uma acusação muito
séria, poderia repetir por favor?
-Claro,
ele usou uma maldição imperdoável no professor Snape, quando ele estava caído.
Eu vi, e naturalmente o ataquei, quando essa gente –disse olhando com desdém
para Hermione e Rony- se envolveu.
O
olhar de McGonagall recaiu em Harry, ele sabia que mentir não era uma opção,
visto que Draco cantaria aos quatro ventos a verdade, e mesmo sabendo que as
pessoas poderiam não acreditar (ou será que acreditariam?) isso não o faria se
sentir nada bem. E antes que pudesse abrir a boca, ouvira Hermione dizer “Snape
não estava normal”.
-Como
é Srta. Granger?
-O
professor Snape estava agindo estranhamente, tanto noite passada como hoje ele
quis duelar com Harry em suas detenções, – McGonagall não chegou a se alarmar,
embora fosse incomum, como professor de DCAT era possível querer duelar com um
aluno, logicamente, dentro dos níveis aceitáveis para o mesmo. – mas esse não
era o problema. – continuou Hermione como se tivesse ensaiado varias vezes
aquele discurso. – O professor Snape parecia diferente, seu modo do de agir, de
falar, de se comportar, estava diferente do que conhecíamos.
-Nota-se
que a Srta. tem intimidade com o professor o suficiente para saber isso. –
falou McGonagall secamente. A professora certamente estava com raiva, talvez
até pensando na expulsão dos garotos (era o que Harry pensava). Hermione corou
ligeiramente.
-Não,
não tenho intimidade alguma com o professor, mas tenho aula com ele a seis
anos, e é perceptível certas mudanças.
-Então
isso é suficiente para amaldiçoar alguém, Potter?
Harry
estava perplexo, não imaginava como sair dessa, e agora seu estômago estava
jogando quadribol dentro dele, pensando na possibilidade de ir para Azkaban. No
que perderia, nas aulas com Dumbledore, que não veria mais Gina... embora a
garota ainda fosse apenas um sonho inalcançável. Então Harry dissera, talvez
inconscientemente, a única coisa que poderia lhe salvar disso. “Ele pediu.”
Todos
se voltaram para ele. Malfoy tinha uma expressão de quem não entendia mais
nada, Hermione e Rony um olhar curioso, e McGonagall estava indecifrável. O
canto da enfermaria em que estavam era envolto por algo, semelhante a um
biombo. Dando a eles certa privacidade. “Sua varinha, Potter.” Pediu McGonagall
com certa frieza enquanto puxava a própria varinha. Ela apontou para a ponta da
varinha de Harry e disse “Prior Incantato”.
A varinha de Harry passou a produzir algo semelhante a uma pequenina labareda,
vermelha, explodindo e revolvendo para todos os lados, como se estivesse sendo
estilhaçada por dentro de infinitas maneiras diferentes. Algo que se
assemelhava a um corpo, porém homorfo, revolvia dolorosamente sob a luz causada
pela varinha. Harry sabia exatamente o que era aquilo, pois vira o mesmo ser
feito com sua varinha na copa mundial de quadribol, quando ela fora usada para
produzir a marca negra. Ainda assim, seu estomago revolvia, agora como se
estivesse tentando pegar um pomo sinistramente rápido.
-Bom,
sem dúvidas é a maldição Cruciatus. – disse McGonagall. Malfoy sorriu, como se
tivesse seu esforço reconhecido. Hermione e Rony ficaram perplexos, e se
entreolharam como se pudessem ler a mente um do outro. Antes que pudessem fazer
qualquer coisa, McGonagall voltou a falar. – Como isso é ilegal, talvez
tenhamos de informar o ministério.
Draco
parecia estar tão feliz como se houvesse encontrado uma saca cheia de galeões.
Mas antes que pudesse comemorar, McGonagall informou aos garotos que o que
Snape dissesse poderia mudar tudo. E rumaram para a cama do professor.
Madame
Pomfrey ficou uma fera pois Harry estava com um profundo corte no rosto e
estava andando por ai como se estivesse tudo bem. Ela rapidamente fechou o
ferimento e removeu o sangue, agora seco, do rosto e pescoço de Harry.
Snape
estava acordado como se nunca tivesse estado em um hospital, enfermaria ou
qualquer coisa semelhante. Seus olhinhos negros esquadrinhavam cada pequeno
pedaço e cada pequeno detalhe da enfermaria que estava muito bem organizada por
madame Pomfrey. Estava deitado, olhando da ponta de seu incrivelmente grande
nariz para os presentes que se achegavam a ele.
-Em
que posso ser útil? – perguntou Snape em seu tom habitual.
-Bem,
o senhor poderia nos dizer o que eu aconteceu professor Snape? – McGonagall
falou serenamente, em um tom que diferia completamente do que ela estava usando
com os garotos a pouco.
-Bom,
a ultima coisa que me lembro é que estava retornando a Hogwarts depois de... de
estar em outro lugar ocupado com algo. – terminou Snape, trocando rapidamente
um olhar com Harry, que supôs na hora que o professor estava mentindo.
-Acredito
que isso encerre os caso, como o professor Snape visivelmente estava fora de
si,o que pode justificar as magias usadas por Potter, visto que ele não tivera
escolha, a não ser se defender.
Draco
parecia não acreditar no que ouvira, como poderiam simplesmente ignorar algo
assim? Será que é porque achavam que Potter era o eleito? Ainda assim, não era
algo que poderia ser simplesmente ignorado, ele vira Harry usar a maldição, ele
o desarmara, e isso ficaria assim?
-Quero
os quatro na minha sala pela manhã, como o diretor não está, terei de tomar
minhas...
-Acho
que não será necessário Minerva. – Dumbledore surgiu com seu brando sorriso na
ala hospitalar. A professora McGonagall sorriu para ele, como se o mesmo
acabasse de lhe tirar um grande peso das costas, sem duvida, o peso da
responsabilidade por aquilo que estava acontecendo.
Antes
mesmo que a professora abrisse a boca para explicar a situação, ele enunciou já
estar a par de tudo. Dumbledore parecia totalmente brando, não se notava raiva,
ou severidade em suas expressões. Ele fitava os quatro sobre seus oclinhos de
meia-lua, e com firmeza, porém sem perder o tom calmo pediu que os quatro o
seguissem.
Ao
saírem da enfermaria Dumbledore adquiriu um ar sério, totalmente diferente do
anterior. Harry não sabia se tentava falar com ele ou não, Hermione parecia
estar prestes a explodir com seus pensamentos, Rony assustado como se estivesse
indo em direção a Você-Sabe-Quem, e Malfoy, parecia incrivelmente calmo. A
indignação de Malfoy era invisível, e para todos ele aparentava estar indo para
um piquenique, e não para a sala do diretor após uma serie de eventos suspeitos
e duvidosos.
Ao
chegarem, Dumbledore fez um gesto com a varinha, que Harry sequer o vira sacar,
e conjurou quatro cadeiras duras, mais ao canto do escritório que ficava após a
gárgula. Indicou com a cabeça que os garotos deviam se sentar lá, e os quatro
sentaram-se, todos sem saber o que pensar daquela situação. Dumbledore tinha um
ar de seriedade inconfundível, entretanto não parecia severo ou algo do tipo.
-Professor
Dumb... –Harry tentou começar a falar algo, mas foi cortado instantaneamente.
Dumbledore ficou andando de um lado para outro no escritório por uns poucos
minutos, como se decidisse o que fazer. Então parou, e disse para os quatro,
olhando especialmente para Harry:
-Bom,
creio que terei de pedir de vocês mais do que de qualquer outro aluno em todo
meu tempo como diretor de Hogwarts.
Os
garotos se empertigaram na cadeira, Harry ainda absurdamente surpreso que
Malfoy estivesse com eles, como se Dumbledore fosse dar a este projeto de
comensal da morte alguma missão importante. -Bom, tenho uma missão para vocês,
fora de Hogwarts. -Disse Dumbledore, parecendo estar desafiando claramente os
pensamentos de Harry. – Acredito que todos vocês tenham notado que algo
aconteceu ao professor Snape, que o fez agir estranhamente na noite de hoje.
-Professor
Dumbledore, será que Snape foi amaldiçoado ou algo assim? – Perguntou Harry,
olhando de esguelha para Draco.
-Professor
Snape, Harry. –disse Dumbledore, em um tom muito seu, visto que já havia feito
essa correção do modo de Harry se referir ao professor de DCAT sem o prefixo
apropriado muitas vezes. – E não, não acredito que Severo tenha sido
amaldiçoado.
“Devo
supor – continuou ele, cortando a pergunta que Hermione ameaçava abrir a boca
para fazer. – que vocês devem estar se perguntando o por que de reuni-los aqui,
o por que o professor Snape estava agindo estranhamente, conforme acabei de lhe
dizer que eles não estava amaldiçoado e principalmente, que espécie de missão
eu poderia dar a vocês quatro, um grupo muito peculiar, fora da escola, onde
naturalmente, não podem usar magia. Bom, começarei do inicio, para que vocês
possam entender.
“O
professor Snape, durante o natal, foi em busca de uma relíquia, a muito
conhecida pelo ministério da magia, mas cujo poder ele ignora. Alguns
inomináveis chegaram a dizer ao antigo ministro que não a deveria ignorar, mas
como Fudge era um cético, não deu ouvidos a eles. A relíquia, que está em um
lugar ao norte de nosso país no momento, tem várias defesas, e poderes que
podem, digamos, alterar a realidade. Ela, naturalmente, não está frequentemente
disponível, ela aparece a um intervalo
longo, porém sem um padrão. Ninguém jamais ousou tentar capturá-la, nem mesmo
Lord Voldemort tentou tocar nela. Ao que me consta, ele nem tem conhecimento do
poder do Manto Surreal.
“Esse
manto, reza a lenda, foi forjado da mais pura magia, em seus princípios
místicos, e seu poder, de alterar a constante realidade, foi reduzido quando
ele foi selado, a aproximadamente 50000 anos atrás. De modo, que seu poder,
misticamente selado durante tanto tempo, agora é apenas uma fagulha, que altera
a realidade daquilo que o toca. O professor Snape, estava a serviço de Hogwarts
e da Suprema Corte dos Bruxos na busca desse artefato, mas aparentemente ele
teve algum problema, pois não conseguiu obtê-lo com sucesso.
“O
professor Snape retornou e me informou que, as defesas em si não são tão
complexas, mas existe certas coisas que exigem que sejam feitas por bruxos com
menos de 18 anos de idade. Talvez porque julgassem que bruxos dessa idade não
fossem poderosos o bastante ou por algum outro modo, com mais de 18 anos não se
pode passar dessa barreira, e é necessário pelo menos dois bruxos para passar
por ela.
“Severo
tentou forçar sua entrada, e todos vimos no que deu. Aparentemente, sua
incrível habilidade como oclumente lhe protegeu um pouco da surrealidade do
artefato, entretanto, ele ainda o afetou um pouco. Mudando-o de forma que se
deu o ocorrido dessa noite. Pude perceber que o professor Snape julgou que um
impacto forte, como dor extrema, o faria recobrar a consciência, visto que ele
não a tinha perdido completamente. E aparentemente acertou.
Dumbledore
deu uma pequena piscadela para Harry, indicando que sabia que o garoto havia
utilizado a maldição, entretanto, até mesmo o diretor julgou que o uso da mesma
fez-se necessário, e não ralhou com ele. Harry agora absorvia as informações
que Dumbledore estava passando a eles, e estava enfurecido por dentro, sem
saber como Dumbledore pode revelar algo de tamanha importância em frente a um
suposto comensal da morte. Era possível ouvir as engrenagens do cérebro de
Hermione trabalhando freneticamente na cadeira ao lado, e Rony estava com cara
de espanto, deixando transparecer que não entendera absolutamente nada. Malfoy
por sua vez, parecia perplexo. Ninguém precisava perguntar, pois sabiam que
Dumbledore iria mandá-los atrás do suposto manto, e eles não tinham idéia de
como iriam fazer.
Dumbledore
apontou a varinha para uma barraca ao fundo da sala, e a convocou. Deu-a para
Rony, e falou que haveria, daqui a pouco, uma chave de portal pronta para eles
no salão principal. Ela iria em duas horas. Já passava das duas da manhã
naquele momento, Dumbledore os advertiu que não deveriam se atrasar, e falou
para prepararem seus pertences.
Draco
levantou-se subitamente e falou, com expressão de indignação, como se
Dumbledore estivesse atrapalhando suas férias de verão “E se eu me recusar a
ajudá-lo com sua missão?”. Dumbledore simplesmente sorriu e falou “será expulso
da escola” como se já estivesse esperando essa pergunta a tempos.
-Mas
você não pode fazer isso – crocitou Malfoy, enquanto Harry, Rony e Hermione
continuavam em suas cadeiras desconfortáveis, organizadas circularmente, tal
qual era o formato do escritório onde estavam.
-
Bom, certamente posso tentar – disse Dumbledore com um sorriso brando, e
enquanto tento, você perde seu ano letivo e suas valorosas aulas de poção com o
professor Slughorn.
E
com um gesto em forma de H, Dumbledore fez surgir um grande leão dourado e uma
grande serpente verde de sua varinha. As aparições não se pareciam com animais reais, tinham a
forma exata dos animais reais, inclusive em pelos e escamas, mas o brilho das
cores eram tão forte quanto o de um patrono. Os leões subitamente se dividiram
em três, pulando em Harry, Rony e Hermione cada, ao passo que a cobra avançara
contra o corpo de Draco. Harry sentiu como se tivesse bebido 500 doses de
uísque de fogo ao mesmo tempo, sua respiração prendeu, seu corpo pareceu querer
explodir, e ardendo um pouco, sentiu ser escrito em seu braço esquerdo, próximo
ao ombro, as palavras “Draco Dormiens Nunquam Titillandus”, e logo abaixo o
leão que apouco adentrara seu corpo parecia atento, mas sem mecher-se em seu
braço. Ao mesmo tempo, aconteceu o meso com Rony, Hermione e Malfoy, que
olharam assustados sem entender aquilo.
Dumbledore
explicou-lhes que aquilo se tratava de um selo, secreto, criado pela Suprema
Corte dos Bruxos, que dava ao diretor de Hogwarts o poder de liberar o uso de
magia a menores de idade fora da escola, se achasse necessário. Deixando assim
o rastro do ministério fora de funcionamento. Dumbledore avisou ainda que se
eles contassem a alguém sobre algo daquilo, ele saberia, e eles seriam
instantaneamente expulsos. Logo em seguida, com um gesto displicente, indicou
que era hora dos garotos se retirarem, e ainda os lembrou ao passarem pela
porta “As 4 horas, no salão principal. Levem apenas o necessário.”
Os
quatro desceram em silencio, até que Harry disse, bom, parece que temos outra
encrenca nas mãos, vamos começar com...
-Não
pense que vou seguir suas ordens Potter. Já estou sendo forçado a ficar perto
dessa sangue-ruim, não pense que...
O
feitiço de Rony o silenciou, para surpresa de todos, não foi uma azaração, um
simples feitiço silenciador, e Harry continuou falando sobre suas idéias. Era
tarde, e eles foram se preparar, daqui a poucos momentos estariam entrando em
outra aventura, e enfrentando novamente perigos supostamente acima da
capacidade de jovens estudantes.
Lembrando que vossas opniões sobre essa praga são importantes dessa vez, caso dejem nos ajudar, ou pelo menos, não nos atrapalhar.
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Enjoy.