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domingo, 29 de dezembro de 2013

Gotta Let It Happen - Continuando nossa histórinha

Olá leitores, caso vocês ainda existam. Estou aqui dando seguimento a minha linda historinha que começou no post anterior. Caso você não a tenha lido ainda e queira se inteirar, clique aqui. Caso não queira, desejo sutilmente que você tenha um bom ano novo, até porque né, eu sou bonzinho. O retratado abaixo é uma narrativa em visão unilateral dos acontecimentos por parte do jovem Denis Slayer. Denis narra a maneira como ele se lembra de como foi conhecendo uma garota. Stephany, uma morena incrível até onde sabemos, começa a ganhar forma no que se segue dessa narrativa, que ainda terá várias coisas para incrementar sua leitura. Até que ponto chegaremos eu não sei, mas sei que esse ainda é apenas o começo. Bom, sigamos então com essa, ainda sem título, história de amor. ^^



Continuando a canção

O tempo seguiu passando e junto com ele minha amizade com Maria Lúcia continuava. Sempre na mesma... A gente nunca se via ou saía juntos como amigos geralmente fazem, era uma amizade diferenciada nesse ponto. E para ser sincero, eu estava confortável com isso. Muitas vezes as coisas não fluem face-to-face tão bem quanto fluem face-to-computer-to-computer-to-face. Não me lembro de estar preocupado quanto a isso, mas estava de fato confortável com a situação. Enquanto isso, ia conhecendo novas pessoas, e foi numa dessas que conheci nossa adorável Stephany.
Vou te ser sincero que eu não esperava que essa amiga de amiga se tornasse alguém na minha vida. Eu nunca espero, aprendi da maneira mais difícil que são as expectativas que geram as decepções, e passei a não esperar mais nada. Bom, ainda bem que eu não esperava porque o que me aconteceu com essa tal de Stephany...
Eu vou NOVAMENTE te ser sincero que não me lembro exatamente como conversamos a conversar. Isso é uma vergonha pra mim, que gosto de lembrar de detalhes sobre pessoas importantes. Talvez eu não considerasse essa jovem de bom coração (ou não tão bom assim) importante na época a ponto de me lembrar como exatamente começou nosso contato? É uma pergunta para a qual eu não tenho resposta, e realmente não devo considerar a resposta importante. Eu sei que ela é de touro, e hoje saber o signo de uma mulher amigo, é quase como dizer que a ama. Tá, não é como dizer que a ama, mas é uma informação importante, então considere.
O fato é que eu estava conversando com Stephany, não sei como começamos a conversar, embora felizmente me lembro que a conheci via Maria Lu. E nesse papo vai papo vem acabamos começando a conversar de verdade. Não era mais uma conversa sem sentido de "E aí, tudo bem? / Tudo, e você / Também / E as novidades? / Nenhuma e você? / Nenhuma também ". Era uma conversa de verdade entre um adulto de 17 anos, ela, e um adolescente de 20, eu(caso esteja em dúvida, eu fiz aniversário entre o começo da história e agora). E a conversa fluía, sem eu ter que me esforçar nem um pouco pra isso. Falávamos sobre coisas aleatórias e randomicas, e animes, e música, e livros, e... enfim, tudo.
Aquela garota foi me prendendo de uma maneira tão interessante que eu ia dormir sorrindo pensando no que tínhamos conversado e acordava pensando no que iríamos conversar. Quando eu não estava online, eu estava pensando em quando ia estar, quando ela não estava online a internet passava a ser chata. Foi quando eu percebi isso que eu disse a mim mesmo: "FUDEU".
Semelhante a Mari Lu, nosso contato era só virtual, e embora eu estava ciente de que estava a fim dessa garota, na inutilidade da minha timidez eu só conseguia torcer pra gente se encontrar. Vez por outra até falei de ir vê-la no colégio onde ela cursava o terceiro ano. Havia uma praça logo em frente, e só Deus sabe, não que ele tenha querido saber, o quanto eu nos imaginei naquela praça.
Parece um pouco rápido demais isso mas eu só conseguia pensar em como eu chegaria até ela. Não sei você, mas eu me apavorei com isso. Eu tinha pra mim que eu estava apaixonado, apaixonado por uma pessoa que eu nem via, e pior, apaixonado depois de me fechar para o mundo das paixões e amores impossíveis. Na minha vida o verbo 'to love' sempre foi impossível sob o contexto que estamos falando. É como aquele tesouro escondido que você vai procurar, talvez se divertir procurando, mas tem medo de nunca encontrar. Eu nunca fiz o tipo medroso, e não estou aguardando nada nesse sentido, mas essa garota me fez pensar no 'e se'.
Eu não sei o que vocês devem estar pensando da descrição fraca que eu fiz de Stephany, mas ela era simplesmente incrível. O castanho dos seus olhos emanava vida, era possível salvar a vida do Jack no Titanic se ele apenas tivesse olhado nos olhos dela. Eu sabia bem disso, pois a foto dela no MSN estava sempre olhando pra mim, me mantendo vivo. Os cachos de seu cabelo começavam 3 dedos a partir da raiz, e encaracolavam-se suavemente caindo pelos seus ombros e em suas costas. Seus lábios pareciam ter sido feitos para se encaixarem aos meus. Finos e largos, de um tom róseo claro natural, e quando sorria, oh, o sorriso. Seu sorriso irradiava calor, emanava luz. O brilho, na época metálico, em seus sorriso me enchia de energia. E era assim que eu me sentia, olhando para aquela fotinha no msn. E foi assim que começou a saga que agora vou lhes contar, de como eu conheci o melhor, o pior e o sentimento de amar.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

From the Shadows I Rise Again

Primeiramente boa noite. Sim meu caro leitor, você mesmo que checou se eu tinha postado algo novamente, eu estou de volta. Até o Fudge tá bolado mas eu to chegando pra arrasar no pedaço. Dessa vez venho trazendo uma história narrada em primeira pessoa sobre um tal Denis Slayer. Deveria ser Denis Dragon Slayer pq né...mas enfim, a história do Denis é foda bagarai e tá apenas começando. Eu pediria desculpas pelas possíveis falhas narrativas, pois não sou nenhum Carlos Drummond de Andrade, mas como a porra do blog é meu, acredito que isso não será necessário. A história narrada abaixo ainda não tem um nome, e provavelmente continuará sem pois estamos apenas no início dela, e eu irei contar "all the small things" sobre ela. Caso queira ler não se preocupem com ela parar no meio, pois tem uma "joaninha" cuidando para que isso não aconteça. Bom, Ikouze mina-san.

Uma história de amor 

melhor que crepúsculo


À extraordinária VB, que me fez sentir novamente o prazer de escrever, meu sincero muito obrigado.

Olha, se está esperando ler uma linda história de amor e ternura aconselho que pare de uma vez. A realidade é um pouco diferente do que a gente sonha e isso que você está lendo nada mais é que a minha realidade.
Pode parecer surreal todas as coisas que aconteceram comigo e que eu vou agora dividir com vocês, mas cada palavra escrita aqui carrega todo o sentimento do que vivi, ainda vivo e quem sabe até, pra sempre viverei.
Se apaixonar é um processo complicado, até hoje estou tentando definir se é instantâneo ou se acontece com o convívio, o tempo e as relações sociais. Tem vezes que você olha pra alguém e naquele instante, inconscientemente, já está apaixonado, ou pode ser que você se apaixone aos poucos e quando menos espera, quando a pessoa está na sua mente o tempo todo, você percebe, e começa sua jornada de conquista e sedução.
Bom, novamente eu não sei qual dessas aconteceu comigo, meu nome é Denis Slayer, tenho hoje 22 anos, quase 23, e nossa história remete ao final dos meus 19. Eu sei que você achou estranho o sobrenome, mas acredite, é Slayer mesmo, e faz sentido, afinal eu tenho que ser um Slayer todos os dias pra sobreviver com essa loucura chamada amor.
Na época dos meus 19 anos eu ainda tinha uma pequena sobra do condicionamento físico da minha juventude. Não que eu o usasse pra alguma coisa, mas eu queria citar que eu ainda aguentava correr na época. Um rapaz de 180 centímetros e em forma não é algo que passe facilmente despercebido. Estou acostumado a ser notado, mas diferente do que você imaginou, não sou nada parecido com um atleta, ou quiçá com um ex-atleta. Era simplesmente um cara normal de 180 centímetros, da cor do pecado, sem muitos atrativos e nada demais. A única coisa fora do comum era o cabelo, afinal não é normal ver um negão de cabelos longos e lisos como a seda por aí.
Foi com essa aparência sutil e estranha que eu estava, em meados de dezembro, me recuperando de uma pequena facada no coração, facada essa que matou todos os sentimentos que nele habitavam. Como todo cara normal, estava naquele momento envolvido com uma rebound girl (garota usada após alguém partir seu coração apenas para tentar esquecer o sofrimento, geralmente não serve pra nada além de lhe causar um novo problema). A rebound girl e sua historinha não são importantes para a nossa narrativa, mas importante é que eu dividia essas histórias com uma amiga.
Se você é daqueles que não acredita na mais pura amizade entre um homem e uma mulher, sinto lhe informar que você está absolutamente certo. Um homem amigo de uma bela mulher é como um gordinho perto de um suculento pedaço de bacon, se der mole... Eu nunca fui do tipo que pensei assim, ou pelo menos não era na época do ocorrido, mas ainda assim, aquela amiga com a qual eu conversava e que dividíamos histórias se enquadra na questão do gordinho com o bacon.
Maria Lúcia era uma menina linda, seu cabelo negro liso caia ao lado de seu rosto fino e delicado, que contrastava bem com seu olhar forte e seguro. Não era uma mulher alta nem uma mulher baixa, apenas na medida certa, e que definitivamente sabia disso. Estava sempre bem vestida com roupas que destacavam seu melhor. Não tinha um corpo de atriz pornô e não era uma tábua, era simplesmente na medida certa, e com a saia preta com a qual a conheci deixaria qualquer gordinho com fome, se é que me entendes. Pra completar essa combinação apenas se ela fosse uma garota legal em quem se pode confiar, mas pera aí, ela é.
Como não me apaixonei por essa criatura? Não sei lhe responder, talvez até tenha me apaixonado e nunca percebi, ou talvez tenha percebido e nunca quis saber. Ainda assim, foi por conhecer essa garota maravilhosa que hoje posso escrever essa história.
Em uma de nossas infinitas conversas no MSN, MSN... sinto-me até estranho digitando isso. Para vocês que são da nova geração facebook e desconhecem, o MSN (cuja conta foi integrada ao Skype atual) foi simplesmente o melhor Messenger da história da internet. Com seus emoticons (figurinhas animadas ou não que você personalizava em combinações de atalho a sua vontade) e sua plataforma simples ele simplesmente prendia a gente por horas e horas conversando muitas vezes sem assunto algum, mas apenas por conversar.
Enfim, em uma de nossas infinitas conversas no MSN, eu sugeri a belíssima Maria Lúcia que ligasse sua webcam, porque queria ver algo legal enquanto conversávamos. Para minha surpresa ela ligou mesmo, e apareceu me falando pra não reparar, pois estava desarrumada e indo dormir. Muitas vezes uma mulher fala isso esperando que você a elogie e diga que estava linda, mas esse não era o caso de Maria Lúcia. Ela sabia que era linda, sempre soube, mas não se sentia assim quando não estava arrumada. Ela estava pronta pra dormir, nenhuma mulher se sente linda nessas condições, mas posso te garantir que ela estava. A conversa continuou até tarde da noite, quando ela de fato saiu do Messenger e foi dormir.
A partir disso, vez ou outra eu solicitava novamente a webcam, e conversávamos e zoávamos por horas, enquanto eu via cada reação, cada sorriso que ela dava. Confesso que eu parava de jogar (um pecado) apenas para conversar mais com ela. Em uma dessas vezes ela me disse que estava com uma amiga, e que se a amiga não se importasse ela ligaria a webcam como sempre.
Caso você esteja pensando em lesbianismo selvagem, sinto lhe desapontar e, por que não, me desapontar. Era apenas uma garota normal, sem nenhuma insinuação ou conotação sexual com a webcam ligada. Isso o XVideos não mostra, e é de fato impagável. A amiga em questão não se importou, e essa foi a primeira vez que eu me lembro de ter visto Stephany.
Stephany era uma morena maravilhosa, embora, confesso, não notei isso de cara. Seu cabelo cacheado e comprido caindo sobre os ombros, diferente do normal onde mulheres de cabelos cacheados prendem a “juba” antes de dormir. Sua pele era clara como chocolate ao leite, e tão gostosa quanto, mas isso é algo que eu só viria a descobrir no futuro.
Esse foi meu primeiro contato com Stephany por um bom tempo. E nesse meio tempo entre nossos contatos devo enfatizar que nada aconteceu. O mundo continuou normal, os homens casando-se e as mulheres sendo dadas em casamento. Minha linda Maria Lúcia terminando com o namorado e STOP.
Eu disse Maria Lúcia terminando com o namorado? Isso mesmo? Terminando com o namorado que eu sequer me preocupei em mencionar na história que ele existia? Isso é motivo pra uma pausa dramática no nosso avanço de tempo.
Diferente deste que vos fala agora, o Slayer  (eu sei que meu nome é Denis, mas quero me narrar sendo o Slayer porque é mais foda, quem está escrevendo sou eu e vai ser assim.) de 19/20 anos era introvertido em certos aspectos. Todo mundo deve conhecer pelo menos um cara que fala com todo mundo, conhece muita gente, tem alguns bons amigos, um cara normal. Um cara que tem certa facilidade em conversas simples inclusive com estranhos, o tipo de indivíduo que dá papo pra um velhinho no ônibus. Esse era eu naquela época, a extroversão em pessoa, o que fazia com que ninguém , nem meus amigos mais próximos, acreditasse em mim quando eu dizia ser tímido. Sim, eu era tímido, tenho orgulho de poder usar esse tempo verbal.
 Eu conseguia escolher qualquer garota, conversar com ela, chamar ela pra sair, fazer ela se sentir especial, e na hora de olhar nos olhos dela e dizer o que eu queria dela as palavras simplesmente paravam, travavam e ficavam presas na garganta. Talvez seja por isso que sempre me apeguei ao futebol, nos momentos decisivos era chutar pro gol, fechar os olhos e ver o que acontecia. Na pior das hipóteses um pedido de desculpas ao time e vida que segue, sem ter que se preocupar com lidar com o depois. Inclusive teve uma garota que chegou a chorar por mim e eu não sabia o que fazer com ela...mas isso é outra história, vida segue... Na maioria dos casos isso não era um problema. Embora não diretamente, eu deixava claro o que eu queria, e conseguia me colocar em posição de conseguir. Nenhuma garota é idiota, embora elas gostam de agir como idiotas de vez em quando. Elas geralmente entendiam o que eu queria dizer/fazer e simplesmente davam um empurrãozinho para que algo acontecesse, ou não acontecesse. Tímido ou não, esse empurrãozinho, esse sinal verde, ainda é a melhor coisa que pode acontecer.
Mas ainda assim, devo informa-los de antemão que isso é uma porcaria, com a qual nossa senhora do bom álcool ajudava muito, mas que eu não sabia pois eu evitava consumir bebidas alcoólicas na época. Ou melhor, estava começando a consumi-las. Fora esses detalhes, a única coisa que foi até hoje capaz de me fazer perder a cabeça foi o tal do ciúmes. Ele tira energia, coragem e determinação das cinzas para que você faça algo, embora na maioria das vezes não é o que você deve fazer.
Como você já deve ter podido notar, eu era na época um bonzinho otário. O tipo de rapaz que se preocupa com os seus sentimentos e com como você está apenas. E foi com essa preocupação que eu chamei minha queridíssima Maria Lu para sair. Um show de rock em dobro (duas bandas, uma cantando rock nacional e outra rock internacional) em um clube da cidade. Meu objetivo era de fato apenas animá-la um pouco, afinal ela estava abatida desde que o dito cujo havia terminado com ela (pela enésima vez, mas dessa vez finalmente em definitivo).
Morávamos em uma cidade pequena naquela época, e como a Maria Lu morava próxima ao centro, levávamos por volta de 10 minutos andando do clube até o prédio onde ela morava. Combinamos de nos encontrar próximo a uma loja de conveniência que na época era o point da cidade. Para você notar como a cidade é pequena, uma loja de conveniência em um posto de gasolina era o point da cidade. Ela me disse que iria encontrar também com uma amiga, que iria também ao tal show. A amiga era nada mais nada menos que Stephany.
Eu em toda minha timidez consumindo um pouco de álcool estava perambulando pela loja de conveniência com alguns amigos. Eles me tentaram a ficar com eles na rua e beber e “escancarar a porra toda”. Mas eu tinha um objetivo, único e absoluto, que era estar com a Maria Lu e tentar dar um up no animo dela. Meus amigos sequer imaginavam que eu estava abandonando a matilha por isso, afinal “Bros before hoe’s”. Embora pra mim, Maria Lu é um bro (amigo para toda a vida, companheiro eterno em quem se confia absolutamente), e um bro que precisava de mim. Ou pelo menos era o que eu achava.
Após me despedir dos amigos que iam nadar em álcool eu fui em direção ao tal clube, Maria Lu já estava lá junto com a amiga que ela me disse que também iria. Após passar pela entrada cheguei no salão onde as duas bandas tocariam. Para minha surpresa não seria um show no palco, os instrumentos estavam no chão com uma pequena galera em volta. Quando digo pequena galera não exagero, se houveram 150 pessoas naquele clube sem dúvida foi muito. Pra mim a quantidade não importava, estava ali pelo rock e pela amiga, e eis que a noite começou com minha amiga ouvindo o show em outra dimensão e eu, enquanto ouvia as músicas, tentava chegar até ela em vão. Ela até me dava atenção, mas era visível que ela estava me ouvindo apenas, não estava me escutando. Estava de fato arrasada com a situação.
A noite seguiu e os dois shows foram o que comumente chamamos de “uma bosta”. Saímos de lá e Maria Lu conversava ora comigo, ora com Stephany e alguns amigos. Caminhamos com eles até a metade de uma pracinha, de onde eu voltei com Maria Lu. Ia com ela até em casa, embora ela tenha dito que não precisava. Eu estava ali pra ela, e Stephany, bem, Stephany só esteve presente naquela noite. Se eu tive alguma interação ou contato com ela foi tão significativo que eu nem me lembro.
A conversa com Maria Lu foi tranquila e normal, tão normal que eu nem me lembro de algo específico do que falamos. Lembro-me apenas de que quando chegamos próximo ao prédio ela me disse “até aqui já está bom, obrigado por estar aqui” ou alguma coisa na mesma linha de raciocínio.
Ela estava um degrau acima de mim de modo que provavelmente pela primeira vez na vida estávamos cara a cara, da mesma altura. Seu cabelo refletia um pouco das luzes em volta, estava parecendo uma estrela de cinema, ainda que estivesse triste. Talvez até vulnerável, mas um cara otário bondoso como eu jamais iria me aproveitar de um momento desses para tentar alguma coisa com minha amiguinha, ainda que tentar fosse em vão, uma regra masculina básica é que o não você já tem, basta lutar pelo sim...
Surreal, não é? Mas assim foi. Despedimo-nos com um abraço e, após todos esses anos, ainda me lembro com perfeição a sensação de abraça-la. Não um abraço de quando se diz oi ou algo displicente assim, um abraço de verdade, lembro-me da minha mão direita em sua escápula e da mão esquerda pouco acima da cintura. Um abraço de verdade, talvez seja este o contato mais próximo que já tivemos até hoje...

Depois disso e dessa noite fora do comum, só teve uma vez que pode-se considerar que saí com Maria Lu novamente, mas isso não mudou nossa amizade. Uma amizade basicamente virtual, mas uma amizade real. E após todo esse tempo, ela ainda detém um título antigo, dado pelo MSN, de minha #1.